O Centro Cultural Capoeira Água de Beber, tem como uma de suas linhas de atuação a realização de projetos culturais que visam pesquisar a história da cultura afro-brasileira e divulgá-la através de apresentações artísticas. Por meio destes espetáculos, o CECAB visa divulgar a cultura brasileira, bem como nossa descendência, proporcionando ao público um melhor entendimento sobre as mesmas.
O espetáculo abrange também, outras manifestações que se desenvolveram paralelamente com a Capoeira, tendo a cultura africana como matriz geradora, como a dança guerreira do Maculelê, dançada com bastões e facões no ritmo dos atabaques e ao som de cantorias que expressam o espírito de luta de um povo oprimido pela escravatura, e o samba de roda das baianas, que originou o samba moderno no Brasil.
Criado em 2005, o espetáculo consiste em um trabalho de pesquisa do folclore nordestino, objetivando uma maior valorização da cultura e das tradições brasileiras, principalmente a nordestina, onde as tradições, através de sua pluralidade cultural representam: fé, religião, vida cotidiana, diferenças étnicas, a relação do sagrado-profano e acima de tudo, a identidade cultural do povo nordestino.
O espetáculo retrata uma viagem pelo nordeste do Brasil, através de seus diferentes ritmos, danças folclóricas e manifestações culturais. A coreografia conta com apresentações de frevo, dança do coco, puxada de rede, dança afro, samba de roda, maculelê e capoeira.
Criado em 2003, o espetáculo é uma das ações promovidas pelo CECAB em prol das crianças atendidas em seu projeto social, pois neste espetáculo quem se apresenta no palco são elas.
Coreografado por uma professora de dança da Espanha que veio ao Brasil através do intercâmbio que o CECAB promove com seus núcleos mantidos no exterior, este espetáculo também retrata a escravidão no Brasil, porém sob a perspectiva infantil, tendo em vista que a performance em palco é realizada por jovens de 05 a 18 anos.
Dança que simula um combate onde os oponentes utilizam bastões de madeira ou facões para atacar e se defender. O jogo é embalado pelo ritmo marcante dos atabaques e por músicas típicas. A coreografia possui forte influência da dança afro. Com o nome de Maculelê existe em Santo Amaro, na Bahia, um jogo de bastões (esgrimas) remanescentes dos antigos cucumbis, autos negros em que os personagens, à maneira angolense, se enfeitavam de penas e peles de animais e arcos e flechas.
Dança que teve origem nos movimentos da Capoeira, pois os capoeiristas necessitavam de um disfarce para acompanhar as bandas, uma vez que eram perseguidos pela polícia, assim, modificaram seus golpes acompanhando a música, originando tempos depois o "Passo". Aos poucos os capoeiristas sumiram das ruas, dando lugar aos passistas. Atualmente a sombrinha é o ornamento que mais caracteriza o passista e é um dos principais símbolos do carnaval de Pernambuco, mas teria sido utilizada em tempos antigos como arma dos capoeiristas.
Dança de roda ou de fileiras mistas, de conjunto, de par ou de solo individual, onde os participantes executam o sapateado característico, com pisadas fortes no chão, respondem o coro, trocam umbigadas entre si e com os pares vizinhos, batem palmas ou quengas de coco marcando o ritmo da dança.
Dança ritmada nos toques de atabaque, coreografada com movimentos de forte expressão corporal, como guerreiros prontos para o ataque, inspirados nas tribos africanas que migraram pro Brasil. São marcantes as expressões de corpo e rosto dos dançarinos, com movimentos elásticos do tronco, flexões, extensões acentuadas como felinos, saltos leves, muita coordenação motora e rítmica.
Quadro inspirado em um dos principais meio de vida do litoral nordestino, cuja coreografia conta a história dos pescadores que ao saírem para o mar em plena noite sob a proteção de Janaína, a rainha do mar, para fazer o sustento da família, despedem-se de suas mulheres que se preocupam com a partida dos maridos e os advertem dos perigos do mar.
Samba originado pelas baianas em terreiros de candomblé, onde dançavam ao ritmo de atabaques e pandeiros, que deu origem ao samba moderno e ao pagode. O samba de roda é uma das variações do batuque de Angola. Conforme reza a tradição, no meio da roda, um dançarino samba sozinho e depois de certo tempo, através de uma umbigada, convida um dos presentes para substituí-lo.
Quadro composto de vários berimbaus com diferentes tons, onde os músicos demonstram os diferentes ritmos que podem ser tocados por estes instrumentos.
Seus passos representam a intimidade que o homem vem buscando com o fogo.
Solo de instrumentos: atabaques, berimbaus, pandeiros, caxixis, agogô, entre outros.
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